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Piada na escola...

      Na boa, dia de piada na escola é muito bom!
      Dona Maria Baiana, moradora da zona leste/SP,  perdeu seu gatinho. 
      Desesperada foi até o abrigo de gatos mais perto.
      Chegando lá, ela perguntou:
      - Ô moça, meu gatinho sumiu, será que ele está  aqui?
      - Como é o seu gatinho?
      - Ah, ele é rajadinho e tem o peito branquinho...
      - Tem alguma coleira, algo mais específico para que possa ser identificado?
      - Algo esp o quê?
      - Olhe dona, sabe quantos gatos com essas características que a senhora falou, nós temos lá dentro?
      - Me leva lá, moça, só me leva lá, se ele estiver aqui eu encontro...acredite!
      Então, a moça encaminhou dona Maria por um longo corredor, abriu uma porta lá dentro, havia por baixo uns 200 gatos...
      E dona Maria gritou: 
      - Béchano? Béchano?
      Ao que o gatinho respondeu: 
      - Méau!

Palavras, palavras, palavras...

Na boa, como a professora sabe quando, mesmo os alunos estando quietos, eles não estão prestando atenção?  Assim ó.  A aula é de redação e estou ensinando descrição. Leio um texto modelo que é mais ou menos assim:

Abro  os ollhos, 
Os raios de sol incidindo através da janela
Os carros fazem arruaça lá fora,
Estico os braços tentando alcançar o infinito, 
Estendo as pernas, a cama é ampla, facilita os movimentos...
O travesseiro me atrapalha, retiro-o...
O lençol me atrapalha, retiro-o...
A camisola atrapalha...

E nesse exato instante a ala masculina  explode, são só uivos e risadinhas: 

"Yeeees"  "eba"  "Uia"  

 E por aí vai...

E a ala feminina do alto de sua maturidade. 

 " ai, como são tontos... "

Reação típica de alunos prestando atenção ao texto.

Já a sala que só está quieta, leio o texto até o final, sem maiores emoções, um lugar onde as  palavras não cumprem o papel dado à elas, o papel de transmitir signicados, para essa turma, são só palavras, palavras, palavras, palavras ao vento... Ô dó.

Com certeza!

Na boa, essa é no mínimo hilária. A garota em off, perguntou:  " Professora, tem um link no Face que eu não consigo entender." "Qual?" "Se a vida está difícil para Grazi Massafera,  imagine para quem escreve concerteza".   "Então, prô? Que significa isso? Eu não entendo". "Bom, é o seguinte: nem sei que está  acontecendo com essa Grazi, mas se a vida está difícil para ela, imagine  a vida de quem escreve com certeza tudo junto. O link está "sacaneando" quem não sabe que com certeza  é separado." "Ah, então é isso? Eu sei que a vida da Grazi tá difícil porque ela foi trocada pela Isis, mas não sabia que com certeza separado."  "Pois, é. Quem não sabe que com certeza é escrito separado, fica sem entender a piada. Isso que dá ser desinformada ..." "É prô, mas você também é desinformada, nem sabia da separação da Grazi". " O que não me impediu de entender a piada, já você... E além disso, não há links no Face "sacaneando" pessoas que não se importam com fofocas, mas já com pessoas que escrevem mal... Tem um montão"... Ih, ó...

Será que essas coisas, só acontecem comigo?

          Na boa, fiquei quase dois anos evitando cumprimentar as pessoas com aperto de mão, principalmente garotos. (Diz a lenda que a maioria deles, depois de fazer xixi, não lavam as mãos. Eca!) Tal procedimento pode ser diagnosticado como uma das manifestações de T.O.C.: Transtorno-Obsessivo-Compulsivo. O que é isso? Distúrbio psiquiátrico de ansiedade. Legal. A todo momento, eu queria lavar as mãos. Felizmente, hoje estou bem melhor. 
            Num dia desses, na sala de aula, vi uma aluna esfregando as mãos com álcool gel. Não tive dúvidas, pedi à ela que me desse um pouquinho. Ela prontamente me ofereceu o gel, colocando um pouco em minha mãos.
Imediatamente comecei a esfregá-las  e disse:
         - Nossa Andressa, que álcool gel delicioso, deixa as mãos macias... Parece hidratante...o meu é tão seco... Que marca que é?
        - Prô, isso não é álcool gel. É reparador de pontas!

        - Ah, tá...
     
       

Bocão.


         Na boa, você sabia, que um sorriso movimenta 73 músculos da face?  Pois é. Imagine ter que conter tais músculos para não cair na gargalhada, para quem nunca tentou, posso lhe garantir que dói. Bom, eu tinha um aluno apelidado de Bocão. Era daqueles que pentelhava todo mundo. Um dia ele escreveu na lousa: "Eu amo a prô Ezabeu". É, escreveu exatamente assim: "E Z A B E U". Nem preciso dizer que a turma caiu na gargalhada e quase eu também. No entanto, como educadora que sou, controlei-me. A zoação foi tão grande, mas tão grande, que o garoto saiu da sala chorando. 

- Viu o que vocês fizeram? Ele está chorando.

E fui atrás dele. Ele estava sentado ao pé da escada. Insiti que ele voltasse, quanto mais eu falava, mais ele chorava. Até que ouvimos, a turma em uníssono e ao mesmo tempo batendo nas carteiras.

- VOLTA BOCÃO! VOLTA BOCÃO!



Ele abriu um enorme sorriso. Foi nesse momento, que mais do que nunca compreendi
porque o apelidaram BOCÃO.



Shaquille O'neal e Michael Jordan.

  Na boa, ser professora, é também padecer no paraíso. Em 2005, ano em que proliferavam os “Brunos”, era comum estes terem apelidos para assim facilitar a comunicação. Tinha um Bruno, acredito que na 8ªC daquele ano,  que aos quatorze anos,  já media quase  1,80.  Era um verdadeiro aprendiz de deus ébano. Por suas características físicas, logo foi apelidado de Shaquille O’neal  e  em um estalo,  era só “Chaquila”, confesso que inclusive eu, o tratava assim. Ele, na verdade, gostava.
   Bem, chegou o primeiro dia do segundo semestre, as garotas estavam todas alvoroçadas. 
   _ Próf. Próf. tem aluno novo.
   _ Ai. Quem ?
   _E´o Jordan, próf.
   Nesse exato momento, entra  outro aprendiz de deus ébano na sala, tão ou mais alto que o Chaquila.
  Tínhamos um Shaquille O’neal e agora teríamos  um Michael Jordan.  O garoto entrou todo envergonhado. Tudo bem, adolescentes são assim mesmo, mais cedo ou mais tarde apelidam mesmo,  mas logo no primeiro dia, achei que não caiu bem.
  _ Gente, vamos sentando vamos, que nem homenzinho, que nem mulherzinha, vamos, vamos...
E começo:
  _ Gente! Que coisa feia, o garoto mal pisa na escola e vocês já colocaram apelido nele? Tem dó, né?
  _ Mas, próf...
  _ Quieta, Pat.  Eu comecei, deixa-me  terminar... coitado, nem se ambientou e  blá, blá, blá...
  Quando enfim,  termino o sermão, resolvo me apresentar para o garoto que todo tímido tentava sumir na carteira, como se isso fosse possível.
  _ Eu sou a professora Isabel, de português.  Qual o seu nome, garoto?
  _ É Jordan, professora!
  _ Ah, tá.


Justin Bieber.

Na boa, está cada vez mais difícil ser prô. Ficar lá na frente lutando contra iPhone, iPad, iPod e inãopode... Que concorrência! Outro dia, pedi para garota guardar o fone e prestar atenção.
- É Justin Bieber, prô.
- Ai, não aguento mais este Justan!
- Prô, não é Justan. É DIASTIN, DIASTIN.
- Tenho uma tendência para o francês, JUSTAN e pronto.
- Mas, se diz em Inglês DIASTIN.
E nestes momentos sempre aparece um papagaio pirata.
- Para vocês duas, nós estamos no Brasil.
E, eu que aproveito toda bola e mando para o gol.
- Ah, tá, estamos no Brasil? JUSTINO, então! 
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Mal entendido.





    Na boa começo sempre com na "na boa" porque é o meu: "bem, amigos da rede Globo". Bom, na boa, a gente passa cada uma com aluno. Outra dia, fiquei com a maior cara de B. 
    Há um garoto que está passando por um grave problema de saúde na família. Está super abatido, dá o maior dó. Ele estava no fundo da sala e veio em minha direção. Os olhos dele estavam lacrimejantes e eu percebi que ele fungava. Eu na maior vontade de consolá-lo e munida do maior sentimento de solidariedade ofereci papel higiênico para ele. Ao que ele muito sério me respondeu:

    -Não, prof. Eu não vou KH, não! Ui.
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